Comentário ao Evangelho do Dia – Terça-feira da 7ª Semana da Páscoa

4 de junho de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Jo 17,10-11

 

A liturgia nos propõe o início da oração sacerdotal de Jesus. Ele fez essa oração antes de sofrer a paixão e a morte. Pai, glorifica o teu filho… Pai, glorifica-me junto de ti…

 

Não é orgulho pedir para ser glorificado? O que isso significa? De fato, pode parecer orgulho, mas na realidade não é porque a glorificação se dá através da paixão. Assim a glorificação que Jesus pede é a da cruz.

 

O objetivo da vida de Jesus é a glória do Pai que não pode ser separada da sua própria glória. O Pai não pode ser glorificado, se o filho não for glorificado. Por isso, pedir para ser glorificado significa dar glória ao Pai. Assim, na paixão de Jesus, o Pai age dando ao filho a vitória. Não uma vitória humana, mas uma vitória divina, que se obtém com o sofrimento e a morte.

 

A glorificação se dá particularmente no mistério de Pentecostes. O Espírito Santo foi dado à Igreja para renová-la interiormente, e essa renovação é a glória de Jesus. A glória de Jesus, portanto, não é uma glória fechada em si mesma, mas é uma relação aberta e fecunda que transforma todas as criaturas.

 

Além disso, a glorificação de Jesus é também a nossa. Não nos esqueçamos que a glorificação de Jesus consiste na glorificação da humanidade assumida na encarnação.

 

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