Comentário ao Evangelho do Dia – Sexta-feira da 23ª semana TC

13 de setembro de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Lc 6,39-42

 

Todos nós precisamos ser educados para a maturidade, ser instruídos e ensinados, ser corrigidos de nossos erros e sermos abastecidos de coisas boas para viver em plenitude. De fato, é da nossa natureza a educação, a instrução, a correção, a aquisição de recursos e de virtudes. Diferente dos animais, não somos guiados unicamente pelos instintos. Ao reconhecer essas necessidades próprias do ser humano, reconhecemos que precisamos também de quem nos eduque, nos ensine, nos guie.

 

O Evangelho de hoje, com os seus aforismos telegráficos e diretos, se insere exatamente nessas necessidades básicas que fazem humana a nossa vida. Aquele que deseja guiar os cegos deve enxergar. Se um cego guia cegos todos cairão no buraco. Para ver o caminho, para ver o destino é preciso que quem guia tenha os olhos de Cristo. Os que não veem com os olhos de Cristo e pretendem ser guias conduzem os outros ao buraco. Para educar para a vida eterna é preciso enxergar com os olhos de Cristo.

 

Todos nós somos discípulos de Cristo, por isso nunca seremos superiores ao mestre que é Cristo. O discípulo não pode aspirar superar Cristo. Por outro lado, uma vez instruído deve também ensinar outros. O discípulo que é instruído por Cristo, não pode guardar para si o que recebeu; deve ser como o Mestre: deve transmitir o que dele recebeu. Deve transmitir só o que recebeu.

 

A educação exige também a correção. Correção pode parecer desagradável, mas é um gesto de amor e é constitutivo da autêntica educação. Para corrigir os outros, no entanto, é preciso se corrigir. Muitas vezes, somos hábeis em ver os erros alheios, mas cegos para ver os próprios erros: vemos o cisco no olho dos outros, mas não vemos a trave no nosso. É preciso ter cuidado com os críticos que se creem exemplares e perfeitos.

 

Pergunte a si mesmo: vejo com os olhos de Cristo? Procuro me corrigir antes de querer corrigir os outros? Tenho o cuidado de me alimentar, de assimilar o que é verdadeiro, bom, belo para partilhá-lo com os outros? Ou de minha boca só sai fofoca, maledicência, crítica amarga, ironia azeda, palavra que destrói?

 

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