Comentário ao Evangelho do Dia – Sexta-feira 18ª semana TC

9 de agosto de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Mt 16,24-28

 

Jesus fala de si mesmo, fala do mistério de si mesmo e do mistério de sua morte e ressurreição com uma comparação muito simples e profunda. Ele é o grão de trigo que para dar fruto tem que cair na terra e morrer para assim germinar. A glorificação de Jesus acontece através da paixão. Como o grão morre e deve ser enterrado para germinar, assim Jesus é sepultado para do sepulcro ressuscitar e produzir nova vida.

 

E isso é válido não somente para Jesus, mas também para os discípulos de Jesus. Por isso Jesus fala em paradoxo: quem se apega à sua vida, vai perder a vida. Quem despreza a própria vida vai ter a vida eterna… Paradoxo é uma contradição aparente. É um recurso de linguagem que Jesus usa para explicar que a lei do grão de trigo vale também para o discípulo de Jesus.

 

A nossa vida é mortal, ou seja, ela termina. Nós não somos imortais: por mais que tentemos esticar o tempo de nossa vida, ela irá terminar. Por isso é insensatez tentar conservar a vida a todo o custo. Isso destrói o próprio sentido da vida. Quem dá para esta vida mortal um valor absoluto, acaba por perder o sentido de viver. Se queremos uma vida nova, uma vida plena, uma vida eterna, é preciso saber perder a vida mortal por algo que valha a pena. Perder a vida, ou seja, gastar a vida, consumir a vida por Jesus é morrer como o grão de trigo: a vida mortal dará muito fruto.

 

Seguimos Jesus para onde Ele vai, ou seja, para a cruz e para a glória. Com ele, morremos para, com ele, ressuscitar. O exemplo de Jesus define as condições para alguém ser discípulo de Jesus. Como Jesus renunciou a si mesmo para nos salvar e para salvar o mundo, como Jesus não se apegou a sua dignidade divina para nos reconciliar com o Pai, assim também o discípulo deve aprender a renunciar a si mesmo, deve aprender a vencer o egoísmo para seguir Jesus. É preciso perder a vida por algo que valha mais do que a própria vida terrena.

 

O discípulo de Jesus não pertence mais a si mesmo. Ele renunciou a si mesmo para se entregar ao Senhor e o autor da vida. Assim a vida mortal que entregamos a Jesus adquire nEle um valor eterno. O discípulo aprendeu do Mestre Jesus que só possui aquilo que ele entrega: porque entrega a vida, ele tem a vida. Jesus entregou toda a vida, por isso Ele possui a Vida; Ele é a Vida.

 

 

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