Comentário ao Evangelho do Dia – Quinta-feira da 10ª semana TC – Santo Antônio de Pádua

13 de junho de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Mt 5, 20-26

O evangelho de hoje nos ajuda a refletir sobre o único mandamento do amor: amor a Deus e amor ao próximo.

 

Jesus nos adverte: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus”. Os fariseus pensavam a sua relação com Deus desligada da relação com os irmãos. Jesus, no entanto, considera o amor fraterno como uma exigência indispensável. O amor fraterno é uma exigência do amor a Deus! No evangelho, Jesus dá a impressão de colocar o amor fraterno acima até mesmo do culto a Deus.

 

Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.

 

Na verdade, Jesus não contrapõe caridade fraterna e culto a Deus: a oferta mais bela e mais agradável a Deus é exatamente o amor fraterno e se ele falta, todo o resto perde valor.

 

Jesus quer viver em nós, por isso quer um amor perfeito e é exatamente isso que é a oferta agradável a Deus. Não devemos assim sufocar a caridade de Cristo em nós com atitudes, palavras e julgamentos contrários a essa caridade.

 

A nossa oferta sobre o altar consiste na nossa vida transfigurada da vida de Cristo. É por isso que, ao apresentar a oferta de nós mesmos com Cristo sobre o altar, precisamos nos reconciliar com os irmãos.

 

Jesus nos ensina a não separar esse duplo amor (a Deus e ao próximo). Em Jesus nós temos a revelação da unidade profunda desses dois amores: Jesus nos ama porque ama o Pai, e Ele ama o Pai nos amando como seus irmãos queridos. Peçamos a Jesus que vivamos o seu amor.

 

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