Comentário ao Evangelho do Dia – Pentecostes

9 de junho de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

O Antigo Testamento revela de uma forma muito bela e real o mistério do ser humano. “O Senhor Deus modelou do barro da terra o homem. Depois soprou-lhe nas narinas o sopro da vida. E assim o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2,7).

 

A experiência nos mostra que nós somos barro. Podemos nos quebrar a qualquer momento. Temos os pés de barro, como podemos vamos caminhar? Temos os olhos de barro: como vamos enxergar? Temos o coração de barro: como vamos amar?

 

E mesmo assim esse barro, que somos nós, vive! O que faz com que isso seja possível: o sopro divino!

 

No final do Evangelho de João temos a descrição grandiosa do momento que Cristo ressuscitado envia os discípulos em missão. Faz esse envio soprando sobre eles e dizendo: “Recebei o Espírito Santo!”

 

Esse é o momento da nova criação: no Gênesis o homem é criado pelo sopro divino; na nova criação, Jesus sopra sobre os discípulos.

 

Sem o Espírito de Jesus, a Igreja é barro frágil sem vida; é uma comunidade incapaz de introduzir esperança e vida no mundo. Ela pode pronunciar palavras bonitas, mas sem comunicar o sopro do Espírito no coração das pessoas. Pode falar com firmeza e segurança, mas sem confirmar a fé das pessoas. A Igreja tira a sua esperança do Sopro do Senhor! Com o Espírito que Jesus soprou no cenáculo, a Igreja enfrenta a morte.

 

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