Comentário ao Evangelho do Dia – 6 de dezembro

6 de dezembro de 2018 08:00 -

6/12 – Quinta-feira da 1a semana do Advento

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

O Advento é tempo da confiança, porque Deus vem para nos salvar. Temos uma cidade forte, o Senhor nos protege, o Senhor constrói para nós a paz. Por isso é preciso confiar em Deus. Ele é a rocha da nossa salvação. Assim é melhor se refugiar no Senhor do que confiar no ser humano. Todos esses são gritos de confiança que nos dão coragem e nos colocam em um clima de serenidade e de segurança.

Mas o Evangelho nos diz de onde deve vir a nossa segurança. Não basta dizer: Senhor, Senhor!, mas é necessário fazer a vontade do Pai. Não basta escutar a palavra de Jesus e com ela se alegrar, é preciso colocá-la em prática. Somente quando vivemos a Palavra, poderemos ter confiança inabalável e indestrutível. É essa a condição que nos permite construir a nossa vida sobre a rocha. Do contrário, podemos admirar a cidade forte, podemos nos alegrar com a rocha da nossa salvação, mas quando vierem as primeiras dificuldades nossa confiança evapora.

Para que nossa confiança seja autêntica é preciso que coloquemos em prática a Palavra do Senhor. Quando confiamos num médico, nós não somente escutamos o seu diagnóstico, nós não somente reconhecemos o acerto da terapia proposta, nós não somente louvamos o seu conhecimento e experiência médica. Confiar no médico somente até esse ponto não é confiança verdadeira. Para que o tratamento dê resultado e fiquemos curados da nossa doença, é preciso fazer o tratamento, tomar os remédios, renunciar a atividades e alimentos que podem ser prejudiciais, etc. Se não obedecemos ao que o médico prescreve, a nossa confiança nele é ilusória. Com muito mais razão ainda em relação ao nosso divino Médico, Jesus Salvador. A verdadeira confiança em Jesus não consiste somente em louvar a sua sabedoria, em reconhecer a sua bondade, em aplaudir a sua misericórdia. Confiamos em Jesus de verdade se fazemos como Ele faz.

Somos também convidados neste advento a imitar Maria que confiou na Palavra do Senhor e a colocou e prática durante toda a sua vida: “eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua Palavra”. Ela não somente admirou o plano de Deus, mas o acolheu em si dando ao Verbo de Deus a sua própria carne para que ele tomasse consistência na nossa vida.

Nós não confiamos em nós mesmos. A nossa inteira confiança está na Palavra de Deus. Como Maria, acolhemos a vontade de Deus, a decisão de Deus em relação a nossa vida e nela confiamos inteiramente. Assim a Palavra de Deus não permanece exterior à nossa existência, mas nela penetra profundamente.

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