Comentário ao Evangelho do Dia – 23º Domingo do TC – C

8 de setembro de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Lc 14,25-33

 

O evangelho de hoje nos traz duas parábolas e três sentenças fundamentais. As parábolas são a do homem que constrói a torre e do rei que sai para guerrear com outro.

 

As parábolas insistem sobre a necessidade de planejar com cuidado os empreendimentos antes de começar e de calcular os custos desses mesmos empreendimentos. Quem constrói uma torre deve calcular os custos para ver se é capaz de suportá-los. Da mesma maneira o rei, antes de empreender uma guerra, precisa calcular se com os soldados à disposição pode alcançar a vitória contra outro rei.

 

Todos os empreendimentos humanos têm um custo a ser suportado, exigem um planejamento a ser feito, requerem planos e sacrifícios. Sem trabalho de planejamento e esforço na execução nenhum empreendimento chega a bom termo. Isso todos nós sabemos.

 

Se isso é verdade em relação aos empreendimentos humanos com muito mais razão ainda o seguimento de Cristo. Muitos pensam que ser cristão é algo que pode ser improvisado, que não exige esforço, comprometimento pessoal e trabalho responsável. Muitos acham que seguir Jesus pode ser feito de qualquer jeito e sem qualquer esforço e sem trabalho. Muito pelo contrário!

 

Ser cristão é um empreendimento muito mais custoso e muito mais exigente do que construir uma torre ou sair para a guerra! Como cristãos a nossa torre a ser construída é muito mais custosa do que qualquer outra: exige o investimento de nossa vida! A nossa guerra não é uma qualquer. Ela não pode ser ganha a não ser que estejamos dispostos a lutar com todas as forças e até o fim da nossa vida. Por isso, antes de tomar a decisão de ser cristão é preciso calcular os custos e reconhecer os esforços necessários.

 

Você está disposto a pagar o preço de ser cristão? Você está convencido de que vale a pela lutar essa guerra? Não responda ainda. Vejamos juntos os custos e os sacrifícios que nos esperam.

 

  • 26: Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

 

Não se trata de não amar a própria família. Trata-se de amar muito a própria família. Esse grande amor, no entanto, quando comparado ao amor que temos por Jesus, se torna pequeno. O amor à família deve ser grande, mas permanece sempre menor em comparação ao amor a Jesus.

 

O amor a Deus e o amor à família não são contraditórios. Não se trata de se por na alternativa de escolher um desses dois amores, mas a de amar a família em Deus.

 

Além disso, essa sentença de Jesus nos ensina a não amar somente a própria família e cuidar somente de seus interesses. Na realidade isso não é amor verdadeiro, pois é um amor fechado que exclui quem não pertence à própria família. Esse mesmo egoísmo exclusivista travestido de amor pode ocorrer em relação à pátria, ao partido, à raça. Despegar-se da família significa abraçar um amor como o de Jesus: que abate todas as barreiras.

 

  • 27: Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Carregar a cruz significa que o discípulo vive como Cristo viveu: todo dedicado aos pobres, todo dedicado ao anúncio do Evangelho.

 

  • 32: qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo! Renunciar aos bens não significa prescindir do necessário para viver dignamente. Significa utilizar os bens deste mundo para o bem dos outros e em vista do Reino de Deus. Os bens deste mundo devem servir para alcançar os bens eternos! Fazemos isso quando os utilizamos para o bem dos mais pobres.

 

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