Comentário ao Evangelho do Dia – 22º Domingo TC – C

1 de setembro de 2019 08:00 -

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

Lc 14, 1.7-14

 

 

Quando Jesus entrou na casa do fariseu, Lucas diz que as pessoas estavam observando com atenção o seu comportamento. Na realidade é Jesus que observa atentamente as pessoas e escruta os seus corações.

 

Jesus é o “convidado” mais importante do mundo. Ele “desceu do céu”, esvaziou-se de sua igualdade com Deus e nasceu da Virgem Maria num estábulo de animais porque não havia lugar para ele na hospedaria. Depois de pregar o Reino, foi morto na cruz, abandonado pelos seus. Terminou seus dias aqui na terra como um amaldiçoado por Deus. Jesus foi exaltado na ressurreição. Assim Deus faz do último o primeiro. De fato, Jesus ocupou o último lugar aqui na terra: ele serviu e não foi servido, entregou a sua vida aos mais pobres, sacrificou a sua vida pela nossa salvação. Porque ocupou o último lugar, Jesus foi exaltado e se tornou o primeiro de muitos irmãos.

 

Jesus nos ensina que ocupar o último lugar é ser humilde diante de Deus; nele confiar a vida, nele ter o tesouro, nele confiar o presente e o futuro.

 

Ocupar o último lugar significa também viver a fraternidade, não ser indiferente aos seus sofrimentos, intuir as suas necessidades e cuidar dos mais necessitados. Ocupar o último lugar consiste em gastar a vida ao serviço dos outros.

 

Jesus observou como os convidados disputam os primeiros lugares no banquete. Ele aproveita para propor a nós um outro comportamento. Trata-se de um comportamento de vida e não um comportamento de boas maneiras ou de cálculo.

 

Jesus, depois, se dirige ao dono da casa. Agora ele não fala mais a partir do ponto de vista de quem é convidado, mas de quem convida. De novo ele propõe um novo comportamento fundado no comportamento de Deus. Há um comportamento interesseiro: convidar quem pode retribuir. Há um comportamento generoso como o de Deus: convidar os pobres que não podem retribuir. A conclusão é surpreendente: aquele que não busca recompensa é o que receberá a maior recompensa. De novo, não se trata de cálculo, mas de se comportar como Deus, de amar gratuitamente.

 

Se desejamos que o nosso amor seja semelhante ao de Deus, seja realmente cristão, devemos verificar se amamos os pobres e os inimigos. É o amor aos pobres – que não podem retribuir – e aos inimigos – que não querem retribuir – que certificam a autenticidade cristã do amor.

 

 

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