Comentário ao Evangelho do Dia – 1º de dezembro

1 de dezembro de 2018 08:00 -

1/12 – Sábado 34ª semana TC

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

A palavra de Jesus nos convida à vigilância. Está próximo o fim dos tempos e por isso é preciso estar sempre desperto. Este convite nos mostra que nossa vida tem uma grande profundidade, porque é no modo que vivemos que se decide a salvação ou a condenação.

O dever da vigilância está fundado na esperança de que nossa vida tem futuro. Se nossa vida não tivesse futuro, não estivesse destinada à eternidade não precisaríamos de vigilância. Se nossa vida terminasse na morte, a nossa atitude não seria de vigilância, mas a de curtir a vida com a maior intensidade possível; seria a de desfrutar com sofreguidão o maior prazer possível, uma vez que a morte iria acabar com toda a possibilidade de prazer.

Mas o cristão é vigilante porque é animado por uma grande esperança: a esperança da eternidade. O futuro se aproxima, e nós já vivemos cada momento como uma abertura à eternidade. Assim preocupamo-nos em que a morte não nos encontre despreparados e em pecado mortal.

Isso não significa que devamos só ficar esperando. Nós estamos vigilantes porque cada momento nós o vivemos na presença de Jesus. O fim do mundo não é para nós uma espécie de amanhã. O fim do mundo é para nós o sinal claro de que nós somos limitados, mas, ao mesmo tempo, estamos abertos para Deus e para a Vida que Ele nos quer dar.

Com efeito, o fim do mundo pode ser ameaçador para aqueles que estão apegados a este mundo passageiro de injustiça. Mas o fim do mundo pode nos abrir a uma grande esperança, porque na instabilidade deste mundo esperamos o amanhã de Deus e do seu Reino.

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