Comentário ao Evangelho do Dia – 18 de janeiro

18 de janeiro de 2019 08:20 -

18/01 – Sexta-feira da 1ª Semana do TC

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

A cura do paralítico em Cafarnaum mostra a enorme diferença que há entre o socorro humano e o socorro divino. O paralítico pediu socorro aos seus amigos. O que eles poderiam fazer? Eles o colocaram no leito e o transportaram até Jesus. Não podiam fazer nada mais do que isso! E fazendo isso, fizeram ao amigo doente o que melhor podiam fazer: leva-lo até Jesus!

O socorro divino, porém, não age exteriormente, mas interiormente e transforma a pessoa. Jesus disse: “eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!”

É significativo que Jesus não toma o leito; Ele ordena que o paralítico se levante e leve o leito. Jesus ordena isso porque deu ao paralítico a força necessária para isso. Essa é a característica do socorro divino. Ele não se substitui a nós, mas suscita e sustenta a nossa liberdade.

O Senhor pode entrar no fundo da nossa alma e transformá-la, pode lhe dar uma alegria imensa, pode lhe comunicar força e cancelar totalmente os pecados, corrigindo radicalmente os defeitos. É preciso que desejemos ardentemente essa transformação interior. As ações realizadas sem o socorro divino são frágeis e sem eficácia. Se, pelo contrário, Deus vier a nós com a sua graça, nós podemos realizar grandes mudanças.

Jesus cura e exige. “Eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!”. É provável que o paralítico, uma vez curado de sua doença, não tivesse planejado levar a sua cama para casa nem desejasse carregar esse peso. Talvez o seu primeiro desejo, depois da cura, fosse o de festejar e sais pulando… E, no entanto, Jesus lhe ordena que carregue a sua cama. Jesus quer dar ao paralítico uma cura completa. Ele não somente é capaz de se levantar e de se mover, mas pode carregar a cama que o carregava! De agora em diante ele não será mais carregado, mas poderá carregar pesos, poderá carregar outros, se necessário for. Muitas vezes, Jesus nos pede coisas que não prevíamos ou que não queremos fazer. Se formos obedientes como o paralítico, nós nos abriremos para a graça da cura completa.

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